"Temos de ser mais ágeis na tomada de decisão"

"Temos de ser mais ágeis na tomada de decisão"
18 Fevereiro 2019    571
A agilidade e a velocidade dos processos de tomada de decisão são cada vez mais críticas para as empresas num contexto de transformação digital. Em Portugal, 96% dos executivos está a ponderar realizar alterações estruturais nas empresas que lideram durante este ano. A questão é a que velocidade ocorrerá esta transformação. "A agilidade organizacional é uma das dimensões mais fortes quando analisamos as empresas ativas no mercado português, mas somos muito lentos nos processos de tomada de decisão", explicou hoje Pedro Brito, diretor nacional de negócio (country business leader) da Mercer| Jason Associates, durante a conferência Thrive or Survive realizada com o apoio do Expresso, no atrium do edifício Impresa. A conferência serviu também de palco à divulgação das conclusões do estudo "Thrive" que identifica as tendências que mais influenciam as decisões de talento em Portugal.

A agilidade para responder a novos desafios é um dos pontos fortes nas empresas nacionais. O índice de agilidade português (72%) supera mesmo a média apurada entre as demais empresas europeias (71%). "Sabemos responder a mudanças de contexto de negócio, preocupamo-nos genuinamente em satisfazer as necessidades dos clientes e promovemos ideias novas e inovadoras - em todas estas dimensões superamos a média europeia -, mas no que toca à velocidade dos processos de tomada de decisão, estamos 20 pontos percentuais abaixo da norma europeia", explica.

Promover a autonomia e recompensar o risco

O estudo aponta para a necessidade de trabalhar junto das empresas nacionais uma maior celeridade nos processos de tomada de decisão e sugere que as melhorias neste campo podem ser alcançadas "trabalhando mais a autonomia das lideranças, recompensando o risco internamente, criando laboratórios de experimentação ou promovendo novas formas de trabalhar".

Uma estratégia também defendida por Nick Starritt, líder europeu de Engagement da Mercer| Sirota, que participou na conferência como keynote speaker. "Vivemos tempos turbulentos, o que designamos na américa de mundo VUCA - volátil, incerto, complexo e ambiguo - e que nos obriga a novas abordagens na perspetiva da gestão". O especialista reconhece que é fundamental estar preparado para dar respostas rápidas aos desafios do mercado e das organizações, mas acrescenta que uma parte importante dessa resposta reside nos trabalhadores. "O que fazemos e sentimos no contexto das empresas importa. Tem impacto nos resultados, na inovação, no posicionamento das empresas no mercado. No fundo, a forma como as empresas gerem e tratam os seus profissionais tem impacto na sua capacidade para competir neste mundo VUCA", reforça Nick Starritt. Um competição que passa também, e necessariamente, pela agilidade nos processos e rapidez nas decisões.

A conferência "Thrive or Survive" contou ainda com a participação de vários líderes empresariais - entre eles Cristina Campos, diretora-geral da Novartis, Nuno Amado, chairman do BCP, João Zúquete da Silva, chief corporate officer da Altice-, que partilharam as suas experiências de gestão de talento e gestão de mudança, num debate moderado por Ricardo Costa, diretor-geral de informação do grupo Impresa.

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