Lisboa sobe 5 posições

Lisboa sobe 5 posições
21 Março 2018    1548
LISBOA SOBE 5 POSIÇÕES NA LISTA DAS CIDADES COM MELHOR QUALIDADE DE VIDA
 

 
  • A capital portuguesa encontra-se na 38.ª posição, acima de cidades como Paris, Londres, Milão, Madrid e Nova Iorque
  • Viena é a cidade com melhor qualidade de vida a nível mundial, pelo 9.º ano consecutivo
  • Bagdade situa-se na última posição
  • Oito das cidades do top 10 situam-se na Europa
  • Relativamente ao ranking que reflete o nível de saneamento, Lisboa encontra-se em 59º lugar e Honolulu, no Havai, surge na 1ª posição, um fator importante para a atratividade das cidades
     

Clique aqui para consultar o ranking
 

 

Apesar da volatilidade económica na Europa, devido às incertezas em torno do Brexit, e da instabilidade política na região em geral, muitas das cidades europeias continuam a oferecer as melhores condições de qualidade de vida e continuam a ser destinos muito atrativos para expatriados, de acordo com a 20.ª edição do estudo anual Quality of Living da Mercer. As cidades das economias emergentes, apesar da instabilidade económica e política, estão a conseguir aproximar-se das cidades com melhores classificações, através do elevado investimento em infraestruturas, espaços de entretenimento e habitação. Desta forma, estas cidades procuram reforçar o seu posicionamento para atrair talento e captar projetos de investimento de empresas multinacionais.
 

A cidade de Viena, Áustria, lidera o ranking pelo 9.º ano consecutivo, seguida por Zurique (2.º lugar), Auckland e Munique, ambas em 3.º lugar. Vancouver completa o top das cinco melhores cidades, apresentando-se como a cidade norte-americana melhor posicionada no ranking. Singapura (25.º lugar) e Montevideu (77.º lugar) são as cidades mais bem classificadas na Ásia e América Latina, respetivamente.
 

“Com o aumento da globalização e as alterações demográficas da força de trabalho – atrair e reter  pessoas é um dos principais desafios para as empresas nos próximos cinco anos”, refere Diogo Alarcão, CEO da Mercer Portugal. “Isto é tanto mais verdade se pensarmos que estamos a assistir a um fenómeno em que a força de trabalho é cada vez mais díspar, móvel, fortemente exposta ao digital e com necessidades e aspirações muito diferentes no que se refere à carreira, estilo de vida e, finalmente, onde e como quer trabalhar. É fundamental que as empresas considerem estes fatores na sua proposta de valor, quer para os seus colaboradores locais, como para os expatriados”, acrescenta o responsável.

O estudo da Mercer é um dos mais abrangentes e completos do Mundo. É realizado anualmente para que empresas multinacionais e outras organizações sejam competitivas na compensação dos seus colaboradores de uma forma justa sempre que os destacam para o estrangeiro em trabalho. Além das importantes informações que facultam, os estudos Quality of Living da Mercer fornecem recomendações premium para mais de 450 cidades em todo o mundo. O ranking deste ano inclui 231 dessas cidades.
 

Este ano a Mercer disponibiliza ainda um ranking em separado sobre as condições de saneamento das cidades, que analisa as infraestruturas relacionadas com a remoção de resíduos e esgotos, níveis de doenças infeciosas, poluição do ar, fornecimento e qualidade de água. Trata-se de aspetos importantes para a atratividade de uma cidade, tanto ao nível do talento, como para o investimento directo estrangeiro das empresas. Honolulu lidera o ranking do Saneamento das Cidades, seguida por Helsínquia e Otava, ambas em 2.º lugar. Nas piores posições encontram-se Dhaka (230.º lugar) e Port-Au-Prince (231.º lugar).
 

“O sucesso de um processo de mobilidade internacional depende muito do bem-estar pessoal e profissional do expatriado, assim como da sua família” comenta Tiago Borges, Responsável pela área de Rewards da Mercer Portugal. “Além de ser um obstáculo significativo para a atratividade de talento e empresas numa cidade, a fraca qualidade de vida pode afetar consideravelmente o estilo de vida de um expatriado. As gerações mais jovens, especialmente os millennials, na maioria das vezes depositam grandes expetativas nas oportunidades de estilo de vida, lazer e entretenimento. As empresas que enviam expatriados têm de ter informação completa das condições do país de destino, a fim de compensarem adequadamente os seus colaboradores por possíveis reduções nos padrões de vida habituais”.
 

“De igual forma, as organizações que consideram abrir escritórios numa nova localização, devem fazer uma avaliação a curto, médio e longo prazo das infraestruturas da cidade. A globalização está a desafiar as próprias cidades a inovar e tornarem-se competitivas de forma a atrair pessoas e investimentos – a chave para o futuro de uma cidade” acrescenta Tiago Borges
 

Europa
 

Viena continua a ser a cidade com melhor qualidade de vida na Europa e a nível global, fornecendo a residentes e expatriados um elevado nível de segurança, transportes públicos bem estruturados, bem como uma grande variedade de instalações culturais e de entretenimento.

Munique, na Alemanha, subiu para a 3.ª posição, uma vez que ao longo do tempo a cidade tem realizado um esforço concertado para atrair talento e empresas, investindo continuamente em infraestruturas de alta tecnologia e promovendo as suas instalações culturais. Como resultado do ataque terrorista em Estocolmo (23.º lugar), a cidade caiu três lugares na tabela, enquanto Oslo (25.º lugar) e Lisboa (38.º lugar) subiram a sua classificação seis e cinco posições, respetivamente. Londres permanece mais abaixo na lista, devido a questões persistentes que se prendem com o congestionamento de tráfego e a poluição do ar, caindo uma posição para o 41.º lugar.
 

O ranking referente ao saneamento revela que algumas cidades do Norte da Europa posicionam-se entre o Top 10 global, com Helsínquia em 2.º lugar e Copenhaga, Oslo e Estocolmo, em 8.º lugar.
 

Lisboa surge classificada em 38.º lugar do ranking, subindo cinco lugares relativamente ao ano anterior. Esta variação foi motivada pela melhoria na classificação da categoria associada ao crime na cidade que melhorou face ao ano anterior. Com esta subida, a capital portuguesa conseguiu ultrapassar cidades como Paris (39.º lugar), Londres (41.º lugar), Milão (42.º lugar) e Barcelona (43º. Lugar) e manter-se acima de cidades como Madrid (49.º lugar) e Nova Iorque (45.º lugar). Relativamente ao nível do saneamento, Lisboa encontra-se em 59º lugar, acima de cidades como Barcelona (61.º), Londres (67.º) e Roma (77.º).
 

Américas
 

Na América do Norte, as cidades canadianas ocupam os lugares cimeiros no que se refere à qualidade de vida, com Vancouver (5.º lugar) a assumir novamente o top regional. São Francisco (30.º) é a cidade dos EUA que apresenta a melhor posição, seguida por Boston (35.º lugar), Honolulu (36.º lugar), Seattle (44.º lugar) e Nova Iorque (45.º lugar). O aumento da taxa de criminalidade fez Los Angeles (64.º lugar) descer seis lugares. Tendo descido duas posições, Monterrey (112.º lugar) é a cidade melhor classificada do México, ao mesmo tempo que a sua capital, a Cidade do México, cai uma posição, para o 129.º lugar.

Na América do Sul, Montevideu (77.º lugar) posiciona-se no topo do ranking da qualidade de vida, seguida por Buenos Aires (91.º lugar) e Santiago (92.º lugar). Caracas (193.º lugar) e Port-Au-Prince (228.º lugar) são as cidades da região com pior pontuação. A cair 21 posições, a cidade de San Juan (96.º lugar) apresenta a queda mais acentuada do ranking no global, devido ao desastre natural ocorrido em 2017.

No que diz respeito ao Ranking referente ao Saneamento das Cidade, Honolulu (1.º lugar) apresenta o lugar mais elevado da região e a nível global, seguida por Otava, no Canadá (2.º lugar). Montevideu, no Uruguai (71.º lugar) é a cidade da América do Sul mais bem posicionada no ranking.
 

Médio Oriente e África
 

 

O Dubai (74.º lugar) continua a ser a cidade com melhor qualidade de vida no Médio Oriente, seguido de perto por Abu Dhabi (77.º lugar), que subiu duas posições. Damasco (225.º lugar), Sana’a (229.º lugar) e Bagdade (231.º lugar) são as três cidades com pior classificação no que se refere à qualidade de vida da região. As cidades de Abu Dhabi e Dubai, ambas no 65.º lugar, encontram-se no topo do ranking regional, no que diz respeito ao Saneamento da Cidade. Apenas mais quatro cidades desta região integram o top 100. São elas Muscat (70.º lugar), Tel Aviv (87.º lugar), Manama (93.º lugar) e Kuwait (99.º lugar).

Port Louis (83.º lugar) é a cidade africana com melhor qualidade de vida, seguida por Durban (89.º lugar), Cidade do Cabo (94.º lugar) e Joanesburgo (95.º lugar). N’Djamena (226.º lugar), Khartoum (227.º lugar) e Bangui (230.º lugar) ocupam as posições mais baixas desta região. A instabilidade política persistente, a pobreza, o clima e a falta de investimentos adequados em infraestruturas fazem com que estas cidades tenham a pior qualidade de vida a nível mundial.

Victoria (58.º lugar) possui a posição mais elevada do ranking do continente, ao nível do saneamento, seguida por Durban (73.º lugar) e Port Louis (80.º lugar), enquanto Brazzaville (225.º lugar) e Antananarivo (226.º lugar) encontram-se nas posições mais baixas.
 

Ásia-Pacífico
 

 

Ilustrando a grande disparidade das regiões, no que diz respeito ao nível de qualidade de vida, Singapura continua a ser a cidade com melhor classificação, ocupando o 25.º lugar, enquanto Dhaka assume o 216.º lugar. No Sudeste Asiático, Kuala Lumpur (85.º lugar), segue-se a Singapura; outras cidades chave incluem Banguecoque (132.º lugar), Manila (137.º lugar) e Jacarta (142.º lugar). Cinco cidades japonesas encontram-se no topo do ranking para a Ásia Oriental: Tóquio (50.º lugar), Kobe (50.º lugar), Yokohama (55.º lugar), Osaka (59.º lugar) e Nagoya (64.º lugar). Destacam-se ainda outras cidades na Ásia, como Hong Kong (71.º lugar), Seul (79.º lugar), Taipei (84.º lugar), Xangai (103.º lugar) e Pequim (119.º lugar). Os rankings de saneamento das cidades também variam consideravelmente em toda a região, com Kobe (8.º lugar) no topo e Dhaka (230.º lugar) na posição mais baixa.

A Nova Zelândia e a Austrália continuam a estar no topo do ranking de qualidade de vida com Auckland (3.º lugar), Sydney (10.º lugar), Wellington (15.º lugar) e Melbourne (16.º lugar) a permanecerem no top 20. As cidades da região também se posicionam em lugares cimeiros ao nível do saneamento, com Auckland na 5ª posição a nível global e Adelaide na sétima.

  Nota aos Editores
 

A Mercer produz todos os anos rankings mundiais de qualidade de vida a partir dos seus Worldwide Quality of Living Surveys. Os relatórios individuais são criados para cada cidade analisada. Encontram-se disponíveis índices comparativos de qualidade de vida entre a cidade base e a cidade anfitriã, bem como comparações entre múltiplas cidades. Mais informações disponíveis em www.mercer.com/qualityofliving.

A informação foi criteriosamente analisada entre setembro e novembro de 2017, e vai ser atualizada regularmente para contemplar eventuais alterações. Em particular, as avaliações serão revistas para refletirem desenvolvimentos significativos de cariz político, económico ou ambiental.  

As informações e os dados obtidos através dos relatórios de Qualidade de Vida devem ser exclusivamente usados para fins informativos. Podem ainda ser usados por organizações multinacionais, agências governamentais e municípios. Não foram criados nem se destinam a ser usados como base para investimento estrangeiro ou turismo. Em caso algum a Mercer será responsabilizada por qualquer decisão ou ação tomada com base nos resultados obtidos com o uso de, ou com a as informações ou dados incluídos nos relatórios. Apesar de os relatórios terem sido criados com base em fontes, informações e sistemas considerados fiáveis e precisos, são divulgados na "forma em que se encontram". A Mercer não aceita qualquer responsabilidade pela validação/exatidão (ou de outra forma) dos recursos/dados utilizados para compilar os relatórios. A Mercer e as suas afiliadas não fazem representações ou garantias relativas aos relatórios, e renunciam todas as garantias expressas, implícitas e estatutárias de qualquer tipo, incluindo, declarações e garantias implícitas de qualidade, exatidão, pontualidade, integridade, comercialização, e aptidão para uma finalidade particular.
 

Qualidade de Vida: Indicadores de Referência das Cidades
 

 

A Mercer ajuda também os municípios a identificarem os fatores que podem influenciar positivamente a sua classificação no ranking da qualidade de vida. Num ambiente global, os empregadores têm múltiplas opções relativamente aos locais para onde podem expatriar os seus colaboradores e criar um novo negócio. A qualidade de vida de uma cidade pode ser uma variável importante a considerar pelos empregadores.

Os governantes das várias cidades querem conhecer os fatores que afetam a qualidade de vida dos cidadãos, para poderem endereçar esses problemas e melhorarem a classificação da cidade no ranking da qualidade de vida. A Mercer oferece aconselhamento aos municípios, usando uma abordagem holística que responde aos objetivos de progresso que visam a excelência e que pretendem atrair as multinacionais e a mobilidade de talento, melhorando os fatores que influenciam a classificação do nível de qualidade de vida.
 

Recomendações Mercer para subsídios de qualidade de vida
 
 

A Mercer avalia as condições de vida locais nas mais de 450 cidades que analisa no mundo inteiro. As condições de vida são analisadas de acordo com 39 critérios, agrupados em 10 categorias:

  • Ambiente Social e Político (estabilidade política, criminalidade, política de segurança, etc.)
  • Ambiente Económico (política cambial, serviços bancários, etc.)
  • Ambiente Sociocultural (censura, limitações à liberdade individual, etc.)
  • Fatores médicos e sanitários (serviços de saúde, doenças infeciosas, saneamento básico, recolha de lixo, poluição do ar, etc.)
  • Escolas e educação (nível e disponibilidade de escolas internacionais, etc.)
  • Serviços públicos e transportes (eletricidade, água, transportes públicos, congestionamentos de tráfego, etc.)
  • Entretenimento (restaurantes, teatros, cinemas, desportos e lazer, etc.)
  • Bens de Consumo (disponibilidade de alimentos, itens de consumo diário, automóveis, etc.)
  • Habitação (alojamento, equipamentos domésticos, móveis, serviços de manutenção, etc.)
  • Fatores naturais (clima, registo de desastres naturais)
     
  • As pontuações atribuídas a cada critério, que são medidas de forma a refletirem a sua importância para os expatriados, permitem comparações objetivas entre as cidades. O resultado é um índice de qualidade de vida que compara diferenças relativas entre dois locais avaliados. Para uma utilização eficaz dos índices, a Mercer criou uma grelha que permite que os utilizadores associem o índice resultante a um valor de subsídio de qualidade de vida, ao recomendar um valor de percentagem em relação ao índice.

    Clique aqui para ver a entrevista na TVI

     

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